
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
CONVITE PARA INICIAÇÕES
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
DICAS PARA SER FELIZ

1- Elogie Três Pessoas por dia.
2- Tenha um aperto de mão firme.
3- Olhe as pessoas nos olhos.
4- Dê às pessoas uma segunda chance.
5- Saiba perdoar a si e aos outros.
6- Trate a todos assim como gostaria de ser tratado.
7- Faça novos amigos.
8- Saiba guardar segredos.
9- Não adie uma alegria.
10- Surpreenda aos que você gosta com presentes inesperados.
11- Aceire sempre uma mão estendida.
12- Reconheça seus erros.
13- Sorria, não custa nada e não tem preço.
14- Gaste menos do que ganha.
15- Pague suas contas em dia.
16- Não reze para pedir as coisas peça sabedoria e coragem.
17- Não tome nenhuma medida quando estiver cansado.
18- Respeite todas as coisas vivas.
19- Dê o melhor de si ao trabalho.
20- Jamais prive uma pessoa de esperança. Pode ser que ela só tenha isso.
Asdrúbal da luz
Enviada pelo irmão Carlos Diniz ( Case)
terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sobre as origens da Maçonaria têm-se gasto rios de tinta e escrito as mais fantasiosas histórias:. Desde os mistérios de Elêusis ao rei Salomão e à Ordem do Templo, tudo tem servido a maçons, desejosos de exaltar a antiguidade da Ordem, e a profanos não menos desejosos de denegrir essa mesma Ordem, para escreverem patranhas e balelas, constrangedoras pela ingenuidade e ignorância que revelam:.Ligação direta com o passado, só a encontramos no que respeita ao corporativismo obreiro:. Como diz o historiador da Maçonaria Paul Naudon, numa frase concisa e perfeita, "a franco maçonaria apresenta-se como a continuação e a transformação da organização dos mestres da Idade Média e do Renascimento, na qual o elemento especulativo tomou o lugar do elemento operativo":.As corporações dos mestres conheciam, é claro, para além do seu caráter puramente profissional, preocupações de outra natureza: religiosa, iniciática, caritativa, cultural até:. Tinham seus patronos próprios, suas festas rituais - muitas vezes remontando à Antiguidade, mas com "disfarce" cristão -, seus mistérios, sua intensa solidariedade:. A corporação dos pedreiros, ligados à nobre arte da arquitetura, incluía-se entre as mais importantes, respeitadas e ricas em simbologia e em segredos:. Nela se fundiam princípios, práticas e tradições de construção que remontavam aos Egípcios, aos Hebreus, aos Caldeus, aos Fenícios, aos Gregos, aos Romanos e aos Bizantinos, em suma, a todo o corpus da civilização européia:. Neste medida, e só nela, se pode ligar a Maçonaria a uma remota Antiguidade:.É certo que não deixa de impressionar, na cristalização maçônica de hoje, a existência de todo um conjunto de elementos que lembram a organização das ordens da cavalaria e, sobretudo, o ideário dos Templários:. Grande parte do vocabulário maçônico está ligado, por sua vez, ao judaísmo bíblico:. Parece, todavia, que esta associação se deve mais à influência que os Templários exerceram na construção civil e religiosa e nas próprias corporações dos pedreiros do que a uma ligação direta entre Ordem do Templo e Ordem Maçônica:. Não convém esquecer que boa parte dos rituais, ditos escocês e francês, com sua complexa emblemática, foi "inventada" no século XVIII nas cortes e salões aristocráticos da Alemanha, França e Inglaterra:.As corporações dos pedreiros, como muitas outras, podiam aceitar no seu seio determinadas pessoas que, em rigor, lhes estariam à margem:. Era o caso de estrangeiros, de clérigos, de agregados à profissão, de personalidades desejosas de se integrarem ou de utilidade à corporação:.Já desde o século XV, por exemplo, que as corporações maçônicas escocesas tinham impetrado do rei o privilégio de terem à sua frente, como "grande mestre", um nobre de boa linhagem, hereditário:. No século XVII, muitas lojas de pedreiros britânicas foram reorganizadas segundo o modelo das academias italianas:. Estes maçons aceites tornaram-se, com o andar dos tempos, tão numerosos que imprimiram à corporação de que faziam parte um fácies completamente diverso do anterior:. Nas corporações onde tal começou a acontecer, o elemento operativo foi cedendo o lugar ao elemento especulativo:.Uma transformação deste tipo levou centenas de anos a completar-se:.E só na Grã-Bretanha, onde a tradição corporativa - como tantas outras tradições - se manteve sem desfalecimento até ao século XVIII, foi possível às antigas lojas de pedreiros operativos converterem-se, por completo, em lojas de pedreiros especulativos, mantendo, não obstante, o prestígio e o relevo social do passado:. Só na Grã-Bretanha também, se conservaram o simbolismo e o ritual de tempos remotos, enriquecidos - e, não poucas vezes, deturpados - pela continuidade secular da sua prática.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
POESIA: "ALMA DE APRENDIZ"
POESIA: "ALMA DE APRENDIZ"
Olhei bem,
Prestei atenção,
Vi o sistema solar
- O Big-bang!
O universo em expansão.
Viajei pelas órbitas dos cometas,
Questionei o rito dos planetas.
Naveguei pelo espaço-tempo,
Luz, som, mundo desconhecido.
Explorei nosso passado,
A vida e sua relação esotérica.
Ganhei a palavra sagrada,
Sinais, magia, cabala e simbologia.
Todos os mistérios e a ritualística periférica.
Conheci o saber, o verbo, o princípio e a fé.
Viajei pelas águas sagradas,
Senti a pureza da terra, do fogo e do ar.
Realizei as viagens simbólicas,
livre, seminu, sem enxergar.
Segui com coragem a beleza que nos conduz
E descobri o valor da confiança,
Da descoberta – divina luz.
Olhei bem,
Prestei atenção,
Vi a Abóbada Celeste
Em seus detalhes.
Encontrei a harmonia inconteste
Do Grande Arquiteto do Universo
E sua lei universal,
Que revigora, encanta e se espalha
Pelas entranhas e profundezas
Da minha alma.
Que esclarece os mistérios
E a verdade fundamental.
Alma de aprendiz,
Que se revela com graça e discernimento.
Alma intuitiva e calma,
Que sacrifica o espírito
E ilumina a virtude do verdadeiro irmão.
Alma que liberta o profano
E que renasce
Com a Iniciação.
Inteligentemente,
Purifica a força e o pensamento
Do aprendiz Maçon.
Sol que aparece no Oriente
E jorra-se
Ao
Luz que movimenta a gente.
Aprendiz que trabalha ao meio-dia,
Gérmen, feto, princípio da maçonaria.
Elo da corrente,
Verso reverso,
Prosa e poesia.
Alma de aprendiz,
Que se revela homem em sua plenitude,
Estuda, evolui, aprende, contradiz,
Cava masmorra ao vício
E levanta templos à virtude.
Alma de um menino valente,
Que voa em seus objetivos
E caminha sempre em frente:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade!
Objetivo supremo do homem,
Caminho, revelação e verdade.
Vida Justa e Perfeita,
Retidão, filosofia,
Alimento da alma,
Luz de sabedoria.
Wlidon Lopes da Silva, A:.M:.
A:.R:.L:.S:. Mounth Moriah 3327, São Paulo - Brasil
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
videos de maçonaria
O documentário Maçonaria Revelada, produzido pela National Geographic em ... Somente os iniciados na franco maçonaria conhecem os segredos da Arte Real. ...www.viuvideos.com/pb-maconaria.html - 25k
SIMBOLISMO NA MAÇONARIA
ACÀCIAÁrvore de muitas espécies, disseminada no Egito, Arábia e Palestina. A Acácia era a árvore que fornecia sua madeira aos povos hebreus, a sagrada e aromática madeira Shittim ou Sitim ( Êxodo 30;24 e Ese 27;220. Foi muito empregada na construção do Tabernáculo. Planta consagrada nas cerimônias, Graus e Espírito da maçonaria, como símbolo da inocência, iniciação e imortalidade da alma. Na lenda do 3º grau, o ramo de acâcia indica o lugar onde os tres companheiros homicidas haviam ocultado o corpo doe Mestre Hram, por eles assassinado no Templo de Salomão. Símbolo de imortalidade nos emblemas maçônicos . O famoso Diploma da Acácia é conferido ao maçom assíduo.
AVENTALÈ a peça mais importante na Maçonaria. Distintivo indispensável do trabalho. É o único que dá ao maçom o direito de entrar nos Templos e participar das reuniões. Sua forma e cores variam de acordo com os graus e Ritos, mas seu significado místico é o mesmo. O Avental Branco, sem adornos, do 1º grau, indica a pureza da alma, que se supõe tê-la alcançado neste grau.O azul celeste está associado com a dedicação espiritual. Nos graus 1 e 2 não aparecem nenhum metal, pois o maçom esteve, teoricamente, se despindo de todos os metais e transmutando-os em riquezas espirituaisAzul: Cor da Safira que simboliza a piedade, o equilibrio, a lealdade e a sabedoria. Cor que figura nos graus 3, 4 e 14 do Rito Escocês Antigo e Aceito. É a cor celeste que caracteriza as Lojas Simbólicas e os maçons dos três primeiros graus.
CINZELRepresenta o intelecto e sugere o trabalho inteligente. Instrumento do grau de Aprendiz. Simbolicamente, serve para desbastar a pedra bruta da personalidade.
COLUNASNa Maçonaria usamos as Colunas de origem grega, a Jônica que corresponde ao Venerável Mestre da Loja a qual significa sabedoria. A Dórica que corresponde ao Primeiro Vigilante e que representa a força. Por último, a Coríntia que corresponde ao segundo Vigilante e representa a beleza. Na porta do Templo são colocadas duas Colunas efetivas que são chamadas Boaz (ou Booz) e Jachim. A primeira, Boaz, se localiza à esquerda e a segunda Jachim à direita da entrada do Templo. As duas combinadas representam “Deus se estabelecerá em força” ou “como fortaleza”.
COMPASSOA Maçonaria adota o Compasso como um de seus grandes símbolos e o coloca sobre o Altar da Loja enlaçado com o Esquadro para simbolizar a Macrocosmo, e a Bíblia para significar a sabedoria que ilumina e dirige tanto o Macrocosmo como o Microcosmo (neste particular o maçom). Como instrumento simbólico, é emblema de medida e justiça.
DELTA LUMINOSOQuarta letra do alfabeto grego. É o emblema da Tri-unidade. É o primeiro polígono. Tanto nas Igrejas Judaico-cristãs como nos templos maçônicos está geralmente envolvida de um “glória”, e centrada pela letra G. É o símbolo da tripla Força indivisível e divina que se manifesta como Vontade, Amar e Inteligência cósmicos ou ainda os Pólos positivo e negativo e o efeito de sua união. É às vezes figurado por tres pontos (\) .
ESCADA CARACOLMostra a difícil trajetória do Companheiro. Com seus degraus em espira,l ela representa a dificuldade em subir, aprender e auto aperfeiçoar-se, mostrando que a evolução não se desenvolve de uma forma constante e retilínea. Ela tem seus altos e baixos. Sua persistência em busca da luz, será a recompensa, pois atingirá o topo da escada.
ESCADA DE JACÓ“E Jacó sonhou: e eis que uma escada era posta na terra, porque o sol era posto; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; e eis que o Senhor estava em cima dela” (Geneses 28:12, 13).A escada mística vista por Jacó simboliza o ciclo involutivo e evolutivo da vida, em seu perpétuo fluxo e refluxo, através de nascimentos e mortes, a desdobrar-se em hierarquias de seres, potestades, mundos, reinos e vida e raças. Segundo as tradições maçônicas, a escada com esse significado consta de quatorze degraus. Na verdade seus degraus são tantos quantos sãos virtudes necessárias ao aperfeiçoamento de cada um. As três mais importantes são a Fé, a Esperança e a Caridade, alí simbolizadas pela Cruz, a Âncora e o Cálice.
ESPADAAcessório muito usado nas cerimônias maçônicas, geralmente como símbolo do poder e autoridade, e emblema dessipador das trevas da ignorância. Nas reuniões de banquetes ritualisticos, é o nome que se dá à faca. É usada como jóia do Primeiro Experto, Cobridor Interno e Externo.
ESPADA FLAMÍGERAA que tem a lâmina ondulada, qual lingua de fogo serpentino. É usada pelo Venerável Mestre como símbolo do poder criador do G.A.D.U. Ao seu triplo tinir com os golpes do melhete (simbolo da autoridade, de que o Venerável se acha investido pela constituição maçônica), é o recipiendário iniciado e admitido nas flieiras da Ordem. Em alguns países latinos é também usado pelo cobridor que assim guarda o Templo qual queribim a “guardar o caminho da árvore da vida” Geneses 3:24)
ESQUADROUm dos símbolos mais usados, que, junto ao compasso, representa o emblema mais conhecido dos maçons. Simboliza a Equidade, Justiça e Retidão, e constitui a jóia do cargo de venerável Mestre, porque este deve ser o maçom mais reto e justo da Loja. Em conjugação com o compasso, que representa Deus, ou o Eu Superior, para o qual deve o iniciado dirigir constantemente suas aspirações, o esquadro substitui o quadrado para representar o mundo, ou o eu inferior com seus desejos e paixões subjugadas e dominadas, e recorda ao maçom que deve buscar unir-se à sua fonte de origem e desprender-se das ilusões terrenas.
ESTRELA DE CINCO PONTASColocada no Oriente da Loja, na parede acima da cabeça do Venerável, chama-se estrela do Oriente ou da Iniciação. Simboliza o homem perfeito, Deus manifestando-se plenamente no homem, o Iniciado. O Homem é um quintuplo ser: físico, emocional, mental, intuicional, e espiritual.
ESTRELA FLAMÍGERAA pentagonal que antigamente tinha raios ou pontas ondulantes, tal qual ainda aparece em Obediências inglesas e americanas é o emblema indicidual do Companheirismo. O astro que ilumina a Loja de Companheiros, onde figura no Oriente acima do Venerável ou no Ocidente entre as duas colunas ou ainda acima do pedestal do Segundo Vigilante, a sudoeste, segundo o Rito Escocês.
FOGOO mais sutil, ativo e puro dos quatro elementos terráqueos (terra, ar, agua e fogo) é o princípio animador, masculino em oposição à água, e fonte de energia. Nas Lojas Maçônicas mantém-se aceso sob a Estrela Flamígera, onde o Primeiro Diácono leva a luz aos seus Irmãos. O fogo sagrado jamais deverá ser soprado, para não ser poluído pelo hálito humano, segundo a antiga tradição persa.
Letra "G"Sétima letra do alfabeto maçônico. Chama-se gimel em hebreu. Em geral significa Geometria, Geração Glória, Grande, Grão. No grau de Companheiro é o emblema misterioso que lhe conduz os passos e naturalmente alude a Geômetra (Deus)
LUVASTem sido usado pelos maçons como marca de distinção e pureza. Depois de sua recepção, o Aprendiz recebe dois pares de luvas brancas, dos quais um se destina a ele e o outro “à dama que mais ele amasse”.A Luva branca recebida no dia de sua iniciação, tem como objetivo lembrar os compromissos assumidos pelo maçom.
MALHOÉ a ferramenta de trabalho do Aprendiz, para alegoricamente, desbastar a pedra., ou educar a agreste e inculta personalidade para uma vda ou obra superior. O malho simboliza a vontade, energia, decisão, o aspecto ativo da consciência, necessário para vencer e superar os obstáculos.
NÍVELÉ a jóia móvel usada pelo Primeiro Vigilante das Lojas Maçônicas simbólicas ou azuis. Representa a igualdade e e está em relação com o enxôfre e a coluna Jachim.
PAVIMENTO DE MOSAICOOrnamento do centro das Lojas composto de ladrilhos brancos e pretos. Simbolizam seres animados e inanimados que decoram e ornamental a criação, bem como o enlace do espirito e matéria, da vida e forma por toda a parte, a união dos maçons do globo, apesar de suas diferentes cores climas e opiniões particulares.
PEDRA BRUTAA pedra bruta dos maçons corresponde à matéria-prima dos hermetistas. Simboliza a personalidade rude do Aprendiz, cujas arestas ele aplana, e que le cabe disciplinar, educar e subrdinar à sua vontade.
PEDRA CÚBICADepois da pedra desbastada pelo Aprendiz, o Comanheiro, com o auxílio do esquado, nível e prumo, torna- a a polida em forma cúbica. Desde os velhos tempos o cubo perfeito simboliza os seres angelicais, a alga de configuração emotiva e harmoniosa.Isso significa a evolução do Companheiro até chegar ao estágio de Mestre.
REGUAA régua é o símbolo da Retidão. Representa a boa administração do tempo que deve ser divido no auto conhecimento, meditação, estudo e repouso.
ROMÃSEmblemas que coroam as colunas J e B dos templos e cujos grãos significam prosperidade e solidariedade da família maçônica.
TROLHAÉ adotado pela Maçonaria como instrumento simbólico com a qual se aplica a argamassa humana destinada a realizar a unidade. Tal qual o pedreiro cimenta as várias pedras para formar um todo que é o edifício.
domingo, 9 de novembro de 2008
Templários e Maçons uma Conexão Escocesa?


PARTE I: A ORIGEM DA MAÇONARIA
?Porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador?. Bíblia Sagrada, Hebreus 11:10.
Nos últimos anos, no Brasil, a Maçonaria é centro de conversações, estudos e até de calorosos debates. A literatura e o cinema muito contribuíram para despertar ainda mais a curiosidade sobre esta Instituição.
A primeira pergunta que todo o mundo se faz é: ?Qual é a origem da Maçonaria?? Para todos os historiadores, maçons ou não, trata-se da questão mais enigmática, apaixonante e controversa a ser desvendada, fora a origem mesma da humanidade.
Assim, alguns autores afirmam que a maçonaria nasceu no Antigo Egito, e que as Pirâmides foram construídas por pedreiros livres que tinham um ritual esotérico secreto e conheciam a Geometria sagrada. Outras tradições maçônicas estabelecem estas origens nos Artífices Dionísios que teriam aparecido na construção do Templo de Jerusalém. O Manuscrito Cooke, o segundo documento maçônico mais antigo que se conserva, datado em (circa) 1410, diz que ?Abraham ensinou Geometria a Euclides e assim se construiu o Templo de Salomão?. Outros historiadores consideram que as corporações bizantinas (o Império Romano de Oriente com sede em Constantinopla) absorveram os ensinos das fraternidades judaicas e muçulmanas de construtores. O próprio Imperador Justiniano, depois de construir a majestosa Catedral Basílica de Santa Sofia, teria exclamado: ?Eu superei você, oh Salomão!?. Esta influencia passou ás confrarias de construtores da Alemanha (os grêmios de Steinmetzer), da França (os Compagnonnage), da Itália e das Ilhas Britânicas.
Também se atribui a origem ao deus grego Hermes, nascido no Egito como Toht e pai das sete artes liberais, a Pitágoras e sua Geometria Sagrada ou ás Academias Platônicas. Platão escreveu que ?Deus, o arche-tekton, desenhou o cosmos por meio da geometria?. Os gnósticos dos primeiros anos do cristianismo também estão entre os candidatos a fundadores da maçonaria, como os alquimistas, os Atlantes, os Lemurianos, a Antiga Índia, e outros. Nas Constituições de Anderson, 1723, que são a base de todas as Constituições maçônicas do mundo e que atualmente vigoram na Inglaterra, se estabelece ? na parte da Lenda Maçônica - que o ?primeiro Maçom foi Adão, quem recebeu os ensinos sagrados diretamente do G.: A.: D.: U.:?. Todavia, a Grande Loja Unida da Inglaterra estabelece que ?a Maçonaria é a mais antiga instituição cujas origens se perdem nos inícios dos tempos?, sendo que o seu antecedente mais imediato são as corporações de maçons operativos, que gradualmente admitiram o ingresso de maçons aceitos (não operativos) em suas lojas.
Porém, há quem pense que a verdadeira origem está estreitamente vinculada à ?Ordem dos Pobres Companheiros de Armas de Cristo do Templo de Jerusalém?. Em latim é: ?Pauperes Commilitones Christi et Templis Salomonis?, e em inglês: ?Poor Felow-Soldiers of Christ and the Temple of Salomon?. O símbolo era dois templários sentados em um cavalo só.
Este pensamento está plasmado em diversos Ritos maçônicos vigentes:
1) O Rito Sueco. A Grande Loja da Suécia, e toda a maçonaria nórdica que segue este ritual, afirma categoricamente a filiação templária da Maçonaria.
2)O Rito de Menfis-Misraim do qual o General italiano Giuseppe Garibaldi foi seu Grão Mestre de Honra, também reconhece a descendência templária.
3)O Rito de York Americano. Em seus Altos Corpos, culmina com o Grau de Grão Cavaleiro Templário.
4)O nosso Rito Escocês Antigo e Aceito, elaborado na França e nos Estado Unidos, com pretensão de ser da autoria do Imperador Frederico II O Grande de Prússia, contém vários dos 33 graus dedicados aos Templários.
5)O Rito Inglês, que não tem nome específico porque é ?o Rito?, mais que alguns chamam de Emulation, e outros por engano, de Rito de York, é refratário a Lenda Templária, embora exista uma Ordem do Templo atual associada a Grande Loja inglesa. Capítulo aparte mereceria um estudo do Grau do Real Arco.
6)O ritual praticado na Escócia, embora se chame de Escocês Antigo e Aceito, não tem relação com o REAA ?francês?, e nada fala dos Templários a pesar de existir várias ordens neo-templárias nesse pais. Inclusive, todo 24 de junho se celebra na Capela de Rosslyn o aniversário da batalha de Bannockburn do ano de 1314, onde Robert de Bruce derrotou o rei da Inglaterra Eduardo II, genro do rei francês Felipe IV O Belo libertando o país do domínio inglês. A tradição conta que recebeu a ajuda de 432 cavaleiros templários refugiados na Escócia, entre eles Henry St. Clair barão de Rosslyn.
PARTE II: OS TEMPLÁRIOS
Divisa templária "Non nobis Domine, non nobis, sed Nomini Tuo da Gloriam", são palavras do Salmo 115:1, "Não por nós Senhor, não por nós, senão para maior glória do Teu Nome".
A Ordem dos Templários foi criada em 1189 por São Bernardo e Hugues, conde de Champagne, depois da Primeira Cruzada, com o propósito declarado de proteger os peregrinos a Terra Santa. Mas na realidade o seu objetivo geopolítico era muito mais ambicioso e grandioso. Há quem diga que foi a de criar uma nova ordem mundial, onde cristãos, muçulmanos e judeus poderiam viver reconciliados e em paz e onde ?não exista outra religião que a religião da natureza, que se conservava nos Templos Iniciáticos do Egito e da Grécia?. Sobre estas considerações, foi armada a base das acusações de heresia que Felipe IV o Belo elaborou quando os Templários foram presos e levados a julgamento perante a Inquisição.
O primeiro Grão Mestre foi Hugues de Payens, casado com Catherine St. Clair, que no ?mundo profano? era vassalo do Conde da Champagne, mas na Ordem era o seu superior. Poucas instituições na história aceitavam esta aparente inversão de valores. Depois do Concílio de Troyes, os Templários receberam do Papa a regra monástica (tipo uma constituição) e, pela primeira vez na história do cristianismo ?os soldados viveriam como monges?.
A existência de uma Ordem dissidente, Priuré de Sion, que teria guardado o segredo da união entre Jesus Cristo e Maria Madalena e que fora popularizada no livro O Código Da Vinci, é totalmente falsa, conforme o confessou o próprio inventor de tal fraude, Pierre Plantard, perante o juiz Thierry-Jean Pierre em Paris, 1993.
A partir de 1228 a Ordem se expande rapidamente, recebendo novos membros recrutados da nobreza e sobre tudo doações de terras e dinheiro. A mediados do século XII o Templo era a organização mais importante e poderosa da Europa Ocidental, chegando a ser uma lenda viva no seu tempo. Ademais de excelentes guerreiros, eram os maiores proprietários de terras (três quartas partes da cidade de Paris lhes pertencia), comerciantes, armadores, navegantes e intelectuais. Foram os pioneiros em traduzir para o idioma vernáculo trechos da Bíblia, como ?Josué e os bravos Cavaleiros?, baseado no livro Juízes da Bíblia, na forma de romance de cavalaria. Resulta interessante observar que neste livro o grande herói é Sansão, quem diz em Jz.16:17: ?Nunca subiu a navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus...? Outra coincidência é que este livro contem o relato da lenda de um importante grau maçônico. Os templários ajudaram a difundir as obras sobre o Santo Graal e o Rei Arthur, como ?Parzifal? de Wolfram von Eschenbach, que viveu entre 1170 e 1220?e ?Le conte du Graal? escrito entre 1184 e 1190 por Chretien de Troyes, onde Perceval é denominado ?Filho da Viúva?. Aos templários é atribuída a criação do Tarot, que seria um manual de ensino esotérico, longe de ser um baralho de sortilégios como é desvirtuado hoje em dia. Politicamente também eram muito poderosos pois mediavam entre os paises em conflito e tinham cadeira no Parlamento inglês. Administravam todo o dinheiro de Europa ocidental e criaram a carta de crédito com código secreto. Prestavam a interes de 60% anual, 17% mais do permitido aos prestamistas judeus. Os reis freqüentemente recorriam a esses empréstimos e sempre estavam muito endividados com a Ordem. Com o tempo, os agentes templários ficaram arrogantes e muita gente não gostava deles; mais podia confiar-se neles. A corrupção interna era fortemente punida: uma vez o prior da Irlanda foi acusado de malversação de fundos e foi preso numa cela onde não podia nem se deitar. Morreu de fome oito semanas depois.
Mas os Templários eram sobre tudo construtores. Como tais, eram chamados de Fratres Salomonis, e dirigiam as construções de castelos, pontes e catedrais góticas que proliferaram durante o ?reinado? da Ordem. Quase todas as catedrais góticas foram construídas ou iniciadas durante a época templária. O último Grão Mestre da Maçonaria Operativa da Inglaterra, o arquiteto Christophen Wren disse (circa 1700) que ?o que hoje chamamos de gótico, deveria chamar-se de arquitetura sarracena refinada pelos cristãos, que surgiu primeiro no Oriente...? Devemos lembrar que os contatos dos templários com outras culturas, tanto exotéricas como esotéricas, dos povos árabes, judeus e cristãos ortodoxos orientais do Império Bizantino, enriqueceram a visão do mundo até então limitada ao cristianismo católico romano. Houve, então, uma troca de informações mútuas, onde os construtores maçons também influenciaram os Fratres Salomonis com as lendas das antigas origens das fraternidades de pedreiros e construtores. A corrente de transmissão da Tradição Primordial teria sido transversal, e não apenas vertical.
Muitos templários receberam a iniciação de companheiros maçons quando dirigiam os trabalhos de construção ou exerciam a função de mestres instruindo os aprendizes. Assim, se tornaram Cavaleiros Guerreiros e Companheiros da Arte Real. Como prova concreta temos que na cidade de Metz uma fraternidade de maçons se reunia na Comandaria dos Templários. Em 1285 se encontra o nome de ?Jennas Clovanges, li maires de la frairie dês massons dou Temple? (Jennas Clovange, prefeito da fraternidade de maçons do Templo). Uma lápida funerária descoberta em 1861 frente a capela, diz ?Freires Chapelens ki fut Maistres dês Mazons dou Temple de Lorene? (Freire Capelão ? Cavalheiro Templário - que foi Mestre dos Maçons do Templo de Lorena).
Alguns autores querem ver uma doutrina e um ritual secreto templário, que seriam regras iniciáticas e que se estendiam por sete graus - três elementares, três filosóficos e um cabalístico, denominados: Adepto, Companheiro, Mestre Perfeito, Cavaleiro da Cruz, Intendente da Caverna Sagrada, Cavaleiro do Oriente e Grande Pontífice da Montanha Sagrada. Acreditavam que após a morte a alma, que era imortal, liberta do invólucro físico, ascendia a um plano superior, se sublimava e voltava ao mundo para rever aqueles que lhes eram simpáticos, segundo as leis das afinidades. Contudo, não temos documentos confiáveis que provem estas informações. Por outro lado, é evidente que legaram os losangos negros e brancos da sua bandeira, a orla dentada, a bandeira de guerra marítima com a caveira e duas tíbias cruzadas, a palavra ?vale?, entre outros.
Em 1291 cai Acre, última cidade dos cruzados em Terra Santa, e assim o reino latino de Jerusalém se perdeu para sempre. Os Templários ficaram sem a ?raison d?être? e sem lar. O plano secreto seria criar um novo reino no Languedoc, sul da França que, para pior, tinha uma população ainda simpatizante da heresia cátara. Os Cavaleiros Teutónicos (alemães) já tinham criado um território independente na Prússia e no Báltico.
O Papa havia proposto a fusão das Ordens de São João com os Templários, e já ameaçava com punir a Ordem Teutónica, quando o rei Felipe o Belo, que ambicionava as riquezas templárias e que os odiava porque fora rejeitado como Templário Aceito ? ou de Honra ? como tinha sido o rei inglês Ricardo Coração de Leão, resolveu agir rapidamente: numa sexta-feira 13 de outubro de 1307 todos os templários em território francês foram presos de surpresa e colocados a disposição da Inquisição sobre acusações de heresia, cujo delito se castigava com a morte. Todos foram torturados, inclusive o Grão Mestre Jacques de Molay. Alguns morreram, outros conseguiram fugir. O papa Clemente V, que era um virtual prisioneiro do rei francês e que nem morava em Roma e sim em Avignon (França), concordou com os arrestos. Ele sempre tratou de salvar a Ordem, contra a posição de Felipe o Belo. Esta teoria foi confirmada quando a historiadora italiana Bárbara Frale descobriu em 2002 um pergaminho ? chamado de Chinon ? que inocenta a Ordem, assinado, entre outros, pelo cardeal Berenguer, legado do Papa. O Prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano, Monsenhor Pagano, exibiu a Ata original do Processo aos Templários, firmada de punho e letra pelo Papa Clemente V°, que absolve de toda heresia y apostasia á Ordem do Templo, a Jacques de Molay e aos altos dignitários prisioneiros nesse momento (verão de 1308) no castelo de Chinon, França. Prossegue o documento dizendo que ?os líderes templários são reintegrados à comunhão e podem receber os sacramentos?.
Todavia o principal objetivo do rei francês não foi atingido: o fabuloso tesouro dos templários não foi encontrado por ele... nem por ninguém.
Em 22 de março de 1312 a Ordem do Templo foi suspensa ?não eliminada - pelo papa, sem veredicto sobre as acusações de heresia, como já vimos. Dois anos depois, no dia 11 de março, vésperas de São Gregório, Jacques de Molay e o preceptor de Normandia Geoffroi de Charnay foram queimados vivos na Ilha de la Cite em frente à Catedral de Notre Dame por ordem direta do Felipe o Belo. Nesse mesmo ano, o rei e o papa também morreram, em circunstancias duvidosas, sobre tudo o primeiro.
Os templários que sobreviveram, tiveram acolhida na Ordem Teutónica, nos Hospitalários e nas ordens ad-hoc criadas pelos rei de Portugal D. Diniz chamada ?Ordem de Cristo? e pelo rei de Aragão, chamada ?Ordem de Montesa?. Demais está lembrar que estes dois reinos foram, um século depois, as principais potencias marítimas do mundo, com cartas de navegação de uma precisão surpreendente para a época, e que constituíam o maior segredo político-militar e comercial da alta idade média. Um Grão Mestre da Ordem do Cristo descobriu o Brasil, e o genro de outro descobriu América.
Outro grupo de templários chegou a Escócia, onde o rei excomungado Robert I de Bruce os recebeu e criou também uma ordem para abrigá-los: a Real Ordem de Escócia, como recompensa pela ajuda na batalha de Bannockburn. O rei seria o Grão Mestre Soberano e os St. Clair os Grandes Mestres hereditários. Também, elevou de categoria a Ordem de Kilwinning do Heredom, palavra que significa do ?refugio? ou do ?asilo?, conforme o escritor Andrew Sinclair.
Depois desta breve introdução, vamos apenas enumerar alguns fatos históricos comprovados que possam levar a estabelecer uma relação entre Templários e Maçons e também deduzir se houve ? ou não ? uma conexão escocesa.
Esta tarefa não é fácil para o historiador, se considerarmos que a maçonaria é um enorme quebra-cabeça vivo, em constante movimento. Todavia, o desafio de estabelecer uma relação entre a Trolha e a Espada, vale a pena como recompensa para as nossas pesquisas, bem como estimular outros escritores visando obter melhores resultados com novas descobertas.
PARTE III: INFLUENCIA DO TEMPLARISMO NOS RITUAIS MAÇÕNICOS
Os heróis do Graal, esses guardiões da Terra Santa por excelência são ?os Cavaleiros das duas espadas?, que representam o duplo poder, temporal e espiritual.
1) Nos arquivos da Loja de Edimburgo Mary?s Chapel N. 1 aparece o registro da primeira admissão documentada de um maçom gentil homem, ou seja não operativo: John Boswell de Auchnlech, cuja firma era uma cruz num círculo, símbolo usado também pelos rosa-cruzes. Na Escócia é onde aparecem os primeiros maçons aceitos - não pedreiros ? seguindo uma tradição templária.
2)Existem atas que demonstram a filiação do rei Jacob VI de Escócia (e Jacob I da Inglaterra) à Loja de Peth e Scoon em 1601. Este rei funda a Ordem de Santo André do Cardo ? com estrutura Templária. Em 1687 é restabelecida por Jacob II antes de seu exílio a França. Dela nasce o grau de Mestre Escocês de Santo André, que sucede ao grau de Mestre Maçom. Nasce também a Garde Ecossé (Guarda Escocesa) encarregada da proteção do rei da França. Esta tropa, a diferencia de outras ordens de militância teórica, como a Ordem da Jarreteira, era militar autêntica e similar aos Templários. Este regimento foi modelo na França e no mundo, e toda a comandância era filiada à maçonaria, levando suas lojas a França a partir de 1688.
3) Em 1641 na Loja de Edimburgo se filiam os generais e engenheiros Robert de Moray e Alexander Hamilton.
4) Em 16 de outubro de 1646 é iniciado o antiquário Elias Ashmole, co-fundador com Moray da Sociedade Real e o primeiro autor conhecido que escreveu a favor dos Templários.
5)No reinado do rei Carlos II, segunda metade do século XVII, se mantém os graus superiores de Mestre Secreto, Perfeito e Eleito. Esta maçonaria já começa a ser chamada de escocesa. Posteriormente, quando os Estuardo são derrocados e exilados na França, a maçonaria que era a favor dos reis Hannover funda a Grande Loja de Londres em 1717 e trata de apagar todo vestígio da maçonaria escocesa e chamada de ?jacobita?, por causa da ação política dos reis Estuardo exilados: Jacob II, Jacob III o ?Velho Pretendente? e Carlos Eduardo o ?Novo Pretendente?, que desejavam retomar o poder perdido na revolução de 1688. Como parte deste processo, os altos Graus não são aceitos na Grande Loja dos Modernos da Inglaterra, enquanto prosperam na França, Alemanha, Irlanda e na Loja dos Antigos da Inglaterra.
6) Primeira Loja fundada em França foi em 25 de março de 1688 pelo Regimento Royal Irish conhecido como Regiment de Infrantic Walsh, que havia acompanhado a Jacob II no exílio. Um ano depois chega a Paris o escocês David Claverhouse portando uma Cruz Templária original, anterior a 1307, que pertenceu ao seu irmão o visconde de Dundee e que aparentemente lhe dava a autoridade de Grão Mestre Templário.
7) A primeira Loja registrada em Paris foi fundada em 1726 pelo escocês Charles Radclyffe, conde de Derwentwater, cujo irmão morreu na revolta jacobita de 1715 contra o rei inglês, e ele mesmo foi decapitado na Torre de Londres em 1746 depois de fracassar a última revolta jacobita na batalha de Cullen.
8) Em 1737 o escocês Cavalheiro de Ramsay pronuncia seu famoso discurso como Grande Orador da Grande Loja da França presidida por Charles Radclyffe, onde afirma que a maçonaria descende dos Templários e não dos grêmios de pedreiros. Cria os altos graus de Escocês, Novicio e Cavaleiro do Templo, que são rejeitados na Inglaterra. Cita a Loja de Kilwinning como a mais antiga, elogia a Guarda Escocesa como depositaria do Cavalarismo e lembra que os sinais, toques e palavras da maçonaria foram transmitidos pelos cruzados.
9) Nas Ordenanças Gerais de 1743 da Grande Loja da França (de filiação maçônica jacobita), se menciona uma Ordem de Mestres Escoceses e, em 1755, quando o conde de Clermont e príncipe de sangue real, Luiz de Borbón-Condé, assume o Grão Mestrado da França, reconhece o novo grau de Mestre Escocês, e lhes da a função de serem os Inspetores da Ordem.
10) Em 1742 o varão Karl G. Von Hund é iniciado por maçons jacobitas e funda o Rito da Estrita Observância Templária (E.O.T.) Divulga uma lista inédita de Grão Mestres Templários, se declara ele mesmo Grão Mestre do Temple e outorga graus maçônicos-templários. Desta Ordem foram membros, dentre outros, Mozart, Goethe e Haydn.
11) Em Lyon Jean-Batiste de Willermoz participa da criação do Rito Escocês Retificado baseado no rito da E.O.T. Afirmam alguns autores que a ele pertenceu Napoleão I.
12) Em 1755 em Paris, o Conselho de Imperadores de Oriente e Ocidente organiza o Rito Escocês de Perfeição ou de Heredom, de 25 graus.
13) Os regimentos instalados nos atuais Estados Unidos eram quase todos filados as Grandes Lojas da Irlanda, Escócia, a Estrita Observância e às inglesas dos Antigos e dos Modernos. Menos a última, as demais ofereciam os altos graus como Royal Arch, Mark Degree, e Royal Ark Mariner. Em 28 de agosto de 1769, em Boston, a escocesa Loja Saint Andrews outorgou o Grau de Cavaleiro Templário.
14) Finalmente a 1° de maio de 1786 é atribuída a Frederico II O Grande, Imperador da Prússia, a unificação de todos os ritos escoceses num único Rito Escocês Antigo e Aceito, elevando a 33 os graus maçônicos. Este é o ritual mais difundido do mundo e o praticado pela nossa Grande Loja Maçônica da Bahia.
15) Neste rito, o simbolismo construtivo se une com a Cavalaria Templária, manifestando-se, esotéricamente, especialmente nos graus 15° (Cavaleiro de Oriente e da Espada), 17° (Cavaleiro de Oriente e Ocidente), 21° (Noaquita ou Cavaleiro Prussiano), 27° Grão Comandante do Templo ou Soberano Comandante do Templo de Jerusalém, 29° Grande Escocês de Santo André de Escócia, 30° Grande Cavaleiro Eleito Kadosch ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra.
Corresponde considerar que todos esses graus cavaleirescos são marcados pelo sinete do Santo Graal, sincretismo das tradições judeu-cristãs com os celtas e a mística templária que, passando pela Escócia eclodiria finalmente na França. Nenhuma pesquisa sobre a relação entre os graus escoceses e os Templários terá sucesso se não se referir à busca do Graal, esse Santo Vaso que a Tradição Primordial considera como sendo a representação do centro espiritual do mundo, custodiado eternamente pelos Cavaleiros Templários, num vale cuidadosamente dissimulado à vista dos profanos.
PARTE IV: A FUSÃO DOS TEMPLÁRIOS COM OS MAÇONS ESTÁ ESCRITA EM PEDRA POR TODA A ESCÓCIA
"O vinho é forte/ o Rei é mais forte/ as mulheres mais fortes ainda/ mas a verdade conquista tudo". Inscrição no Pilar do Aprendiz, dentro da Capela de Rosslyn, Escócia.
1) No povoado de Kilmartin, próximo do Loch Awe, no cemitério da Igreja, existem 80 túmulos de templários, com espadas gravadas nas lápidas, datadas dos anos de 1300. Não têm nome nem cruzes cristãs, apenas marcadas com espadas retas e, em algumas delas pode-se observar maços, esquadras, compassos medievais (tipo tesouras). No mundo todo, há apenas 4.460 tumbas medievais cadastradas, quase nenhuma militar, salvo na Escócia e algumas poucas em Terra Santa, todas de Cavaleiros Templários. Precisamente seria em Argyl onde se teria refugiado a frota fugitiva dos templários.
2) Túmulos no castelo templário de Athlit, hoje Israel, abandonada em 1291 quando a caída de Acre. Uma tumba tem um almirante templário com uma âncora, outra um templário mestre maçom com espada, esquadro e prumo e outro com esquadro e compasso. São os túmulos templário-macônicos mais antigos do mundo, junto com Reims (1263) e Bure-les-Templiers, ambas na França.
3) Na capela de Kilmory, no loch Sween se encontram 40 túmulos de templários, uma delas claramente bem conservada mostra um esquadro maçônico na cabeça do guerreiro, talhado na lápida.
4) Resumindo, há tumbas templário - maçônicas na Escócia Oriental, cerca do fiorde de Forth, em Balantrodoch (ex encomenda templária), em Temple, em Pentalnd e em Westkriek, onde as lápidas levam símbolos de régua, compasso, esquadro, maço e malho junto com a espada reta e austera dos templários.
5) Em 1560 um documento da família escocesa Seton afirma que nesse ano?os templários foram desempossados do seu interesse patrimonial...?. Estavam atuantes na Escócia 250 anos depois da dissolução?
6) A Abadia de Kilwinnig foi construída no século XII pela família De Morville. Concederam terras aos Sinclair de Rosslyn e aos templários. Os Sinclair presidiam as assembléias anuais dos maçons nesta abadia, que reclama ser a Loja Maçônica mais antiga do mundo.
7) A Capela de Rosslyn representa um dos maiores edifícios onde se misturam, talhados em pedra, antigas tradições templárias, de maçons, dos celtas e do ?homem verde?, e provas da navegação ao continente americano, 50 anos antes dele ser ?oficialmente? descoberto por Cristóvão Colombo em 1492. Encontra-se a 5 km ao sul de Edimburgo. Começou a ser construída em 1446 por William St. Clair quem, como mestre de obras e arquiteto, projetou todo o edifício, conforme a geometria sagrada, que foi terminado na década de 1480. Em 1441 Jacob II de Escócia nomeou os St. Clairs como protetores hereditários dos maçons na Escócia. Esta tradição durou até a criação em 1736 da Grande Loja Maçônica da Escócia, já como maçonaria moderna e especulativa, elegendo como primeiro Grão Mestre a William St. Clair. Nesta capela existe a Coluna do Aprendiz, um anjo em postura de iniciação maçônica, tumba de templários com espadas e símbolos maçônicos construtivos, esquadros e compassos talhados copiando o desenho da Jerusalém Celeste de Lambert de Saint Omer de 1121, e plantas originarias da América como milhos e agaves. Em certo sentido, Rosslyn celebra a reconstrução do Templo de Jerusalém por Zorobabel ? admirado pelos Templários - em uma nova Jerusalém Celeste.
8) Durante nossa pesquisa tivemos uma pequena mas interessante descoberta: a frase "O vinho é forte/ o Rei é mais forte/ as mulheres mais fortes ainda/ mas a verdade conquista tudo? está referenciada como Esdras caps.3 & 4, mas comprovamos que ela não existe na Bíblia. Todavia, é em Esdras onde aparece Zorobabel, e a construção do segundo templo de Jerusalém é tema recorrente em diversos rituais maçônicos.
9) Uma carta de 1676 afirma que ?os Sinclair estão obrigados a receber a palavra do maçom, que é um sinal secreto que os pedreiros têm no mundo todo para se reconhecer...?
10) Em 1475 o burgo de Edimburgo outorgou Carta de Associação aos maçons, chamada de Carta da Capela de Maria (Mary?s Chapel), local mais tarde conhecida como Loja N. 1 de Edimburgo Capela de Maria.
11) Em 1598 o Grão Mestre de Obra e Guardião Geral dos Maçons, William Schaw, nomeado pelo rei Jacob VI de Escócia (mais tarde Jacob I da Inglaterra), redigiu os primeiros Estatutos Schaw reorganizando a maçonaria escocesa e que foram o proto - modelo da maçonaria especulativa atual.
PARTE V: A GÊNESIS DA MAÇONARIA.
?Pedi, e dar-se-vos-à; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-à. Pois todo o que pede recebe; o que busca, encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á?. Evangelho Matheus, 7: 7-8.
Finalizando a nossa pesquisa podemos esboçar a tese, despretensiosa por certo, de que a Maçonaria atual é o resultado de um sincretismo onde diversas correntes do pensamento e da Tradição confluíram na Maçonaria Operativa, (embora René Guénon disse que na verdade ela sempre foi ao mesmo tempo operativa e especulativa), dando nascimento à maçonaria atual, composta por cavalheiros sem vinculação necessária com os grêmios da construção. Estas correntes incluem o gnosticismo dos primeiros cristãos; o hermetismo através das escolas neo-platônicas renascentistas italianas; a tradição celta e a da igreja culdéia encarnadas em famílias escocesas como Robert de Bruce, os Montgomery, os Sinclair, os Seton, os Schaw, os Hamilton; os esoterismos: católico medieval, islâmico dos sufis e protestante sobre tudo dos rosa-cruzes; e a cabala cristã e a judia. A faísca da Tradição Primordial está presente na transmissão realizada pelas confrarias dos antigos construtores, cujas fontes se perdem nos inícios dos tempos. A Ordem dos Templários, que por dois séculos foi uma espécie de comunidade européia medieval, globalizou e catalisou o melhor do pensamento de Oriente e de Ocidente, depositando tais conhecimentos nas corporações de construtores de Europa. Estas reuniam o mais avançado da intelectualidade da época por lidar com a construção de monumentais catedrais, que exigiam a mais avançada tecnologia do momento, além de dominar teologia, simbolismo filosófico e a Geometria Sagrada. Tudo isso devia ter o beneplácito da Igreja Católica ? ou mantê-la oculta - porque, à menor suspeita de heresia, mandava os acusados à Inquisição. O monge hermetista Giordano Bruno foi queimado vivo em 1.600. Por sua vez, o Templo também foi influenciado pelas tradições da maçonaria operativa. Todavia, só na Escócia sucedeu o fenômeno de que cada corporação de artesãos tinha uma loja maçônica, quase que superposta a ela, cujas reuniões tinham caráter esotérico e iniciático. O historiador escocês David Stevenson, que não é maçom, pesquisou os arquivos e minutas de 25 corporações e suas lojas maçônicas escocesas desde 1590 até 1710, documentando que todas elas tinham um lado misterioso. Hoje sobrevivem 20 dessas Lojas, todo um recorde. Na Inglaterra nenhuma Loja atual pode demonstrar uma antiguidade anterior a 1716/1717, o ano quando se criou a Grande Loja de Londres. Da Escócia, pois, a maçonaria especulativa se expandiu a Irlanda, país de Gales e Inglaterra, e daí ao mundo todo, sendo que na França reencontrou, como vimos, o espírito templário. Por tudo isso preferimos não falar de uma origem da maçonaria, e sim da gênesis do sincretismo que foi construindo ? e ainda o faz!- a atual maçonaria.
Finalmente, não podemos deixar de mencionar o que cremos ser a maior homenagem que a Maçonaria brinda a Ordem dos Templários, que é educar os seus jovens na Ordem De Molay, criada em Kansas City em 1919 por Frank Land.
Lembremos, mais uma vez, as 7 Virtudes que devem guiar a nossa Juventude, inspiradas na conduta do último Grão Mestre Templário Jacques de Molay: AMOR FILIAL, RESPEITO, CORTESIA, CAMARADERIA, FIDELIDADE, LIMPEZA E PATRIOTISMO.
Eugenio Tschelakow
Núcleo de Estudos e Pesquisas Maçônicas Udo Schleusner.
Loja Liberdade N° 1 ? GLEB
BIBLIOGRAFIA
1) Bíblia Sagrada, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri.
2) Masones y Templários. M. Baigent & Richard Lincoln, MR Dimenciones, Madri.
3) A Franco-Maçonaria simbólica e iniciática. Jean Palou, Pensamento, São Paulo.
4) As origens da Maçonaria O século da Escócia (1590-1710). David Stevenson, Madras, São Paulo.
5) Templários e Masones, la Conexión Escosesa. Fernando Arroyo, Conferencia no Clube Rotariano de Alcalá, Madri, Boletin Temple Especial N.3
6) La Espada y el Grial. Andrew Sinclair, Edaf, Madri.
7) Monjes y Canteros. Eduardo Callaey, Dunken, Buenos Aires.
8) Estúdios sobre la Masonería y el Companerazgo.René Guénon, Ed. Traditionnelles, Paris.
9) Os Templários Irmãos em Cavalaria 1791-1991. F. Smyth, Madras, São Paulo.
A Ordem Rosacruz e a Maçonaria

Ordem Rosacruz é a denominação da fraternidade filosófica que, de acordo com a tradição, teria sido fundada por Christian Rosenkreutz e representa uma síntese do ocultismo imperante na Idade Média. Mas para Harvey Spencer Lewis, organizador da Ordem Rosacruz na América a partir do início do século XX, a filosofia remontaria ao antigo Egito, à época do faraó Akenaton. Estudiosos do mundo todo tem aceitado essa hipótese com algumas reservas, pois os mais antigos documentos conhecidos sobre a existência dessa fraternidade remontam ao período medieval, embora a mesma apresente, em sua ritualística, muito do misticismo das antigas civilizações, como acontece com a maçonaria. Muitos maçons também querem fazer crer que a ordem maçônica já atuava no antigo Egito e na Pérsia, o que também carece de comprovação histórica. O fato é que o rosacrucianismo, assim como a maçonaria, é um sincretismo de diversas correntes filosófico-religiosas, como hermetismo egípcio, cabalismo judaico, gnosticismo cristão, alquimia medieval, doutrinas orientais, entre outras. A primeira menção histórica da fraternidade dos rosacruzes data de 1614, quando surgiu o famoso documento intitulado “Fama Fraternitatis”, onde são contadas as viagens de Rosenkreutz pela Arábia, Egito e Marrocos, locais onde teria adquirido sua sabedoria secreta, que só seria revelada aos iniciados. Uma outra corrente de estudiosos afirma que o nome Christian Rosenkreutz (cristão rosacruz) e sua saga são, na verdade, representações simbólicas com significado iniciático, e não uma história real de um personagem de carne e osso.
Rosacruzes na América
Harvey Spencer Lewis foi quem reativou e organizou o rosacrucianismo na América do Norte no início do século XX, já que ela havia existido anteriormente, sob outras organizações. Personalidades famosas como Benjamim Franklin teriam pertencido à ordens mais antigas. Na ocasião, a Ordem Rosacruz era ativa em alguns países da Europa, como França e Alemanha, mas com rituais diferenciados. Spencer Lewis, ao fundar a Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC) na América, não o fez sem antes estudar por mais de 10 anos suas raízes, o que permitiu mais tarde unificar todas as outras ordens, cuja essência era a mesma. Em 1915 ele tornou-se o primeiro Imperator (dirigente supremo da organização), e inovações como a possibilidade de membros estudarem por correspondência permitiram a rápida expansão da AMORC em inúmeros países. A unificação com a as demais ordens ocorreu no início dos anos 30, tornando-se Lewis o primeiro Imperator mundial. No Brasil, os estudos foram introduzidos na década de 50, e o cargo hierárquico mais alto é o de Grande Mestre, que representa o Imperator junto ao resto da organização no país.
O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz
O teólogo Johann Valentin Andréa, neto do também teólogo luterano Jacob Andréa, foi um dos homens que mais divulgou o rosacurcianismo. Andréa, que nasceu em Herremberg, no Werttemberg, em 1581, depois de viajar pelo mundo, retornou à Alemanha, onde se tornou pregador da corte e, posteriormente, abade. A sua principal importância, todavia, originou-se do papel que ele teve naquela sociedade alemã, que no princípio do século XVII, lutava por uma renovação da vida, com uma nova insuflação espiritual.
A popularidade alcançada por Andréa foi imensa ao publicar o seu romance satírico “O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz”, que criticava jocosamente os alquimistas, numa época onde reinava a desinformação e a velha ordem religiosa desagregava-se. A partir de 1597, já aconteciam reuniões de uma liga secreta de alquimistas, que haviam ficado sem irradiações e sem significado espiritual. Foi então que a palavra “rosacruz” adquiriu, rapidamente, uma grande força atrativa, a ponto de, num escrito anônimo de 1614, chamado “Transfiguração Geral do Mundo”, ser incluído o conceito de “Fama Fraternitatis R.C.” sem a necessidade de se explicar a sigla usada. Uma outra pequena obra, surgida um ano depois e intitulada “Confessio”, publicava a constituição e a exposição dos fins a que a Ordem era destinada.
O herói viveu 150 anos, extinguindo-se voluntariamente
De acordo com o “Confessio”, a Ordem Rosacruz representaria uma alquimia de alto quilate, na qual em vez das pesquisas sobre a pedra filosofal e transmutação de metais inferiores em ouro, era buscada uma finalidade superior, ou seja, a transmutação interna e espiritual do homem, que ficaria apto a ver o mundo e os seus segredos com mais profundidade. As correntes dos alquimistas medievais, diante da necessidade espiritual da época incrementada pela disposição de renovação e organização secreta, tomaram enorme vulto com o aparecimento do romance satírico de Andréa.
O herói do romance é o mesmo Christian Rosenkreutz já descoberto pelo manifesto “Fama Fraternitatis” e que já tinha viajado pelo Oriente no século XIV e aprendido a “Sublime Ciência”; teria ele, ainda segundo a lenda que lhe cercou o nome, voltado para a Alemanha, onde sua idéia foi seguida por muitas pessoas, até chegar aos 150 anos de idade, quando, cansado da vida, extinguiu-se voluntariamente. No romance de Andréa, Rosenkreutz era velho e impotente, motivo pelo qual o seu casamento só poderia ser alquímico.
O conceito da rosa mística provocou grande sedução
Com essa sátira, dirigida às sociedades secretas e à alquimia, Andréa havia desvendado tanto de positivo sobre a nova Ordem que restou a impressão de que ela já existia; o encontro dos convidados no tal casamento de Rosenkreutz vindos de todas as partes do mundo e a sua ligação dentro da nova ordem ilustram o desejo de dar corpo aos esforços no sentido de uma renovação espiritual da vida, valendo-se do sugestivo símbolo da rosacruz.
Esse símbolo corresponde à ansiedade da época. Alguns procuraram relacioná-lo com as armas de Lutero ou Paracelso; vale ressaltar que Andréa representou o seu Rosenkreutz com quatro rosas no chapéu, rosas essas que adornavam as armas de sua família. Robert Fludd, considerado como o primeiro rosacruz da Inglaterra, diz que o nome da ordem está ligado a uma alusão ao sangue de Cristo na cruz. A mística idéia da rosa, associada à lembrança da cor do sangue e aos espinhos que provocam o seu derramamento, contribuiu, certamente, para sua grande força de sedução. Os rosacruzes atuais tem uma interpretação mais mística a respeito da cruz e da rosa: a cruz representaria a parte material do ser humano, enquanto a rosa representaria a força espiritual aflorando em seu ser.
A junção dos sexos leva ao segredo da imortalidade
Como a preocupação máxima dos alquimistas que se ligaram à Ordem Rosacruz era o segredo da imortalidade e a regeneração universal, o símbolo rosacruciano está relacionado com essa preocupação. A rosa era uma flor iniciática para diversas ordens religiosas, sendo que, atualmente, a arte sacra continua a considerá-la como símbolo da paciência ou do martírio; Em outra análise, a rosa representaria a mulher, enquanto que a cruz simbolizaria o sexo masculino, pois para os hermetistas, a cruz é o símbolo da junção da eclíptica com o equador terrestre (eclíptica é a órbita aparente do Sol, ou a trajetória aparente que o Sol descreve, anualmente, no céu); ambos cruzam-se no equinócio da primavera e no equinócio de outono. Assim, a rosa simboliza a Terra, como ser feminino, e a cruz simboliza a virilidade do Sol, com sua força criadora que fecunda a Terra. A junção dos sexos leva à perpetuação da vida e ao segredo da imortalidade, resultando a regeneração universal, que é o ponto mais alto da filosofia rosacruz.
A alquimia evidencia a ligação entre as duas ordens
Maçons e rosacruzes estreitaram seus laços na Idade Média. No fim do período medieval e começo da Idade Moderna, com inicio da decadência das corporações de construtores (englobadas sob rótulo de maçonaria de ofício ou operativa), estas começaram paulatinamente a aceitar elementos estranhos à arte de construir, admitindo inicialmente filósofos, hermetistas e alquimistas, cuja linguagem simbólica assemelhava-se à dos franco-maçons. Como a Ordem Rosacruz estava impregnada pelos alquimistas, a ligação do rosacrucianismo com a maçonaria ocorreu naturalmente. Deve-se levar em consideração também que, durante o governo de José II, imperador da Alemanha entre 1765 e 1790 e co-regente dos domínios hereditários da Casa d’Áustria, houve um grande incremento da popularidade da Ordem Rosacruz e sua comunidade, atingindo até a Corte. Isso fez com que o imperador proibisse todas as sociedades secretas, abrindo exceção apenas aos maçons, o que provocou a migração de muitos rosacruzes rumo às lojas maçônicas.
Da regeneração e imortalidade à reformadora social
A partir da metade do século XVIII, com a maciça entrada dos rosacruzes nas lojas maçônicas, tornava-se difícil, de uma maneira geral, separar maçonaria e roscrucianismo, tendo a instituição maçônica incorporado aos seus vários ritos a simbologia dos rosacruzes, como no 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, no 7º grau do Rito Moderno, no 12º grau do Rito Adoniramita etc. A sua origem hermetista e a sua integração na maçonaria, durante a segunda metade do século XVIII, leva a marca dos ritualistas alquímicos, que redigiram naquela época os rituais dos Altos Graus. O hermetismo atribuído ao grau 18 é perceptível no símbolo do grau, que tem uma rosa sobreposta à cruz, representando o sacrifício e o segredo da imortalidade, que é também o significado oculto do esoterismo cristão, manifestado na ressurreição de Jesus Cristo.
A maçonaria, em alguns casos, modificou a simbologia rosacruz, reescrevendo-a em termos menos místicos e mais práticos. Assim, o segredo da imortalidade está, na maçonaria, associado ao aperfeiçoamento contínuo do homem, que é visto como uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Todavia, uma parte do misticismo original dos rosacruzes foi mantida, pois embora a maçonaria não seja uma ordem mística, utiliza-se da simbologia de várias correntes filosóficas, ocultistas e metafísicas para perpetuar seus ensinamentos.
As iniciações
Uma singularidade entre a Ordem Rosacruz e a maçonaria são as iniciações nos graus, sendo que para ambas, a primeira é a mais marcante. As iniciações têm o mesmo objetivo: impressionar o neófito levando-o à reflexão, para que ele decida naquele momento se deve ou não seguir adiante. Se assim o decidir, assume o compromisso de manter em segredo todos os símbolos, usos e costumes da instituição, trabalhando em busca de seu auto-aperfeiçoamento, bem como em prol da ordem.
Semelhanças e diferenças
A maçonaria é uma ordem exclusivamente templária, ou seja, os ensinamentos só ocorrem dentro das lojas. Já a Ordem Rosacruz dá ao estudante o livre arbítrio para estudar em casa ou participar das atividades em um Templo Rosacruz. O estudo em casa é acompanhado à distância e, assim como a maçonaria, é composto de vários graus. Apesar de não obrigatória, a reunião templária rosacruz é incentivada, pois proporciona ao estudante o contato com os demais integrantes e a participação em rituais e experimentos místicos em grupo são fatores de desenvolvimento pessoal e fortalecimento da egrégora da organização.
Vários são os símbolos comuns às duas instituições, a começar pela disposição dos oficiais nos templos, lembrando os pontos cardeais, e a passagem do Sol pela Terra, do Oriente ao Ocidente. Cada ponto cardeal é ocupado por um membro-oficial. A figura do Venerável na maçonaria, ocupando sua posição no Oriente, encontra similar na Ordem Rosacruz, na figura do Mestre, que ocupa seu lugar no Leste. Em ambos os casos o templo é pintado na cor azul celeste, e a entrada dos membros ocorre pelo Ocidente. O altar dos juramentos maçônico encontra semelhança no shekinah da Ordem Rosacruz, sendo que neste último não se usa a Bíblia ou outro Livro de Lei, mas sim três velas dispostas de forma triangular, que conservam um simbolismo específico. Outra semelhança é o uso de avental por todos os membros iniciados ao adentrarem o templo, enquanto que os oficiais usam paramentos especiais, cada qual de acordo com o cargo que ocupa no ritual. Porém, o avental rosacruz não diferencia o grau dos membros, o que ocorre na maçonaria. Os iniciantes na Ordem Rosacruz recebem seus estudos em um templo separado, anexo ao templo principal, enquanto os aprendizes maçons recebem sua instruções juntamente com os demais irmãos, no mesmo espaço.
Algumas das maiores diferenças ficam mesmo por conta da condução do ritual, onde na Ordem Rosacruz há um forte caráter místico-filosófico, inclusive com a condução de experimentos místicos e meditações. Finalmente, o formato físico da loja maçônica lembra as construções greco-romanas, enquanto que a Ordem Rosacruz inspira sua arquitetura nas construções do antigo Egito.
Paraty (Parati) - A Maçonaria
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| Cunhal de pedras e simbolos maçons | |
| A maçonaria surgiu durante a Idade Média na Europa, quando a poderosa Igreja Católica proibia reuniões de pessoas que pudessem questionar ou colocar em risco seu domínio. Assim, para fugir dos inquisidores católicos, grupos da iniciante classe média (intelectuais, artesões e comerciantes) formaram uma espécie de associação secreta, a maçonaria, que visava a busca da verdade através da razão e da ciência e não apenas através da fé. | |
| Essa associação muito se baseou na organização dos pedreiros quando da construção do Templo de Salomão, no atual estado de Israel, onde trabalharam 153.000 operários. Para organizar um empreendimento desse porte, numa época que nem o papel era utilizado, criou-se uma metodologia simples e funcional: para fins de remuneração e obediência os pedreiros foram divididos em três classes: aprendiz, companheiro e mestre (apesar da maçonaria dividir seus membros em 33 clasesses, as três primeiras são denominadas de aprendiz, companheiro e mestre). | |
| Cada classe tinha um conjunto de códigos e sinais secretos para que se reconhecessem entre si. Para não ocorrer tumultos ou brigas, freqüentemente havia reuniões onde os mestres conscientizavam a importância do respeito mútuo e ajuda ao próximo para que aquele empreendimento pudesse chegar ao fim. Daí vem a relação dos maçons com pedreiros e do uso de alguns símbolos relacionados com essa atividade profissional (maçom em francês significa pedreiro). | |
| A simbologia maçônica possui uma linguagem lógica e complexa, utilizando desde símbolos com figuras geométricas a sinais, toques de mão e batidas especiais. Um dos poucos símbolos conhecidos pelos não-maçons é o triângulo, que representa Deus, ou como é mais conhecido pelos maçons, o Grande Arquiteto do Universo. | |
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| Sobrado com símbolos maçons | |
| A maçonaria é uma organização não religiosa, cujos membros podem ser de qualquer credo religioso, desde que acreditem num único Deus. Seus integrantes seguem o livro feito em 1723 por James Andersons para a Grande Loja de Londres, com rígidas normas morais e éticas. O lema “liberdade, igualdade, fraternidade” também é adotado pela maçonaria apesar de, contraditoriamente não permitirem o ingresso de mulheres e darem preferência a membros de classes sociais mais altas. | |
| A maçonaria atual possui fins filantrópicos e filosóficos, buscando o progresso da humanidade. Apesar de não possuir definição político ou religiosa, a maçonaria sempre procurou interferir no campo político-ideológico, o que faziam ora estar no poder, ora serem perseguidos. | |
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| Conjunto de sobrados com símbolos maçons | |
| Perseguidos na Europa, começaram a chegar no Brasil no século XVIII, durante o ciclo do ouro. Muitos se estabeleceram em Paraty, que na época era o ponto intermediário entre a capital e as minas. Em 1833 fundaram na cidade a loja maçônica “União e Beleza” (na esquina da rua do Comércio com a rua da Cadeia) e muito influenciaram na arquitetura da cidade. O ano da fundação coincidência ou não, é um número de elevada importância para a Maçonaria que, segundo a interpretação ortodoxa da Bíblia, seria a duração em anos da vida de Cristo. Derivando desse número, o triângulo é o símbolo maçom por excelência. | |
| A influência da maçonaria pode ser notada em vários detalhes da arquitetura da cidade. As casas do centro histórico que ficam em esquinas possuem três cunhais de pedra formando um triângulo imaginário. O centro histórico de Paraty foi construído com 33 quarteirões. As plantas das casas foram feitas na escala 1:33.33. E se na Europa os símbolos maçons tinham que ser discreto por causa das freqüentes perseguições, o mesmo não acontecia em Paraty: os sobrados cujos proprietários eram maçons possuem faixas repletas de desenhos geométricos de linguagem maçônica. | |
| Um dos fundadores da loja maçônica em Paraty foi o vereador José Campos do Amaral, que convenceu a Câmara a formular em 1833 o código de postura e obras de Paraty, obedecendo alguns critérios maçons. Graças a esse código e ao isolamento geográfico ocorrido entre 1870 e 1950 a cidade manteve preservadas suas características arquitetônicas. Quando do fechamento da Loja União e Beleza alguns móveis com símbolos maçons foram doados à Câmara dos Vereadores, onde se encontram até hoje. | |
| Para quem considera que o texto acima explica algo sobre a Maçonaria, necessário repetir a frase do General Albert Pike, líder supremo de uma das ordens da maçonaria: “A Maçonaria oculta os seus segredos de todos, à exceção dos seus seguidores e sábios, ou os Eleitos, e utiliza falsas explicações e falsas interpretações dos seus símbolos para induzir a erro aqueles que merecem ser induzidos em erro; para ocultar a Verdade destes e para a manter afastada dos mesmos.” |
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